Povo, antes de tudo, quero comentar que esse é o estado bruto do artigo. Vou escrever tudo o que considero relevante, mas o artigo ainda não está terminado, por isso mesmo não tem nem título. Não sei muito bem que rumo vou dar para ele, portanto, espero a ajuda de vcs!
PS.: Não vale críticas pessoais, só profissionais!
Respeitável público, tenho a honra de apresentar o meu artigo, que no momento tá feio, mas depois, com um passo de mágica, se transformará numa belezura!!!
"Os críticos integrantes"
Antonio Candido (1918 - ): cuidava da parte de literatura. Redator-chefe da resvista. Autor de Formação da Literatura Brasileira. Professor titular de teoria litarária e literatura da USP, até 1978 (se aposentou), professor associado da Univ. de Paris e visitande da Univ. de Yale.
Lourival Gomes Machado: Artes plásticas. Primeiro doutor de ciências sociais e professor de política da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP. Foi crítico da Folha da Manhã, e repórter especial do Estadão. Primeiro a morres, aos 50 a anos.
Paulo Emílio Salles Gomes (1916-1977): Cinema. Entrou para a vida literária ao organizar a revista Movimento (1935) com o apoio de Oswald de Andrade. 1º conservador-chefa da Cinemateca Brasileira. Fundador do curso de cinema da Universidade de Brasília.
Décio de Almeida Prado: Teatro. Formou o Grupo Universitário de Teatro em São Paulo. Se firmou como crítico de teatro, acompanhou o ínicio da formação do teatro moderno brasileiro.
Roberto Pinto de Souza: Economia. Não encontrei absolutamente nada sobre ele.
Antonio Branco Lefèvre: Música. Fundador da Neurologia infantil no Brasil. Eu sei que é estranho, mas é ele mesmo.
Ruy Coelho: Escrevia alternadamente literatura, artes plásticas, cinema e teatro, no caso ele "cobria" a falta dos outros. Não encontrei nada sobre ele.
Gilda de Mello e Souza (1919-2005): Ficcionista. Professora Emérita da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas de USP, em 1999. Foi casada com Antonio Candido.
"Suposta Introdução"
A Revista Clima nasceu da idéia de um grupo de amigos, que em 1939, cursavam a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP. A faculdade encontrava-se na Rua Barão de Itapetininga, onde também se encontravam após as aulas e eventos sociais, na cafeteria Vienense, onde conversavam sobre acontecimentos recentes. Sobre a Barão de Itapetininga, Décio de Almeida Prado comenta: "Abusando um pouco da imaginação poética, sem o qual não saberíamos viver, eu diria que numa extremidade da nossa rua aspirávamos saber e na outra extremidade respiravámos arte."
A revista era voltada para a crítica (e formada por todos os críticos comentados logo acima). Foram lançados dezesseis números irregulares, entre 1941 e 1944. Eles faziam toda a parte braçal, desde arranjar anúncios até a distribuição em livrarias e bancas de jornais. Tinham um objetivo de criar um clima de interesse e de ventilação no meio intelectual da época. Tirado daí o nome da revista. Acreditavam que a crítica deveria analisar tanto os aspectos intrínsecos quanto os extrínsecos à obra. E por serem, aparentemente, sérios enquanto jovens, receberam de Oswald de Andrade o apelido de "chato-boys", numa mistura de indignação-admiração, desqualificando e confirmando, controlando, na medida do possível, o poder de fogo dos garotos.
"Suposto Desenvolvimento"
Os lançamentos da revista revolucionaram o caldo de debate da cidade. A instituiçãoos ia recrutando como assistentes promissores, a imprensa como novidade. Segundo Paula Barcellos, "o ´princípio básico do grupo Clima era simples: tão importante quanto estudar as obras literárias é estudar o seu contexto (...)". Por isso, se dedicavam, quase integralmente, à crítica, e não a criação. Tendiam a ser monográfos, a divisão do conhecimento em várias áreas, para aprofundar tanto quanto possível.
O papel histórico se constituía em apoiar criticamente a reforma estética empreendida pela Semana de Arte Moderna, reforçando-a nos setores em que já penetrara e abrindo caminho nas artes até então refratárias (que resiste a influências) ao novo espírito. E por essa formulação inédita dos "problemas da tradição" elevaram-se a condição de legítimos herdeiros e interprétes do modernismo.
Décio de Almeida, que escrevia sobre teatro, vivenciou o início da formação do teatro moderno brasileiro. Saudou nas páginas da revista, as temporadas realizadas por Louis Jouvet, segundo ele, considerado por muitos o maior homem do teatro francês surgido entre as duas Grandes Guerras. Trabalhouno jornal O Estado de São Paulo como crítico teatral. Ao estrear uma peça, era comum, os artistas não dormirem a véspera da publicação da sua crítica.
Paulo Emílio Sallaes Gomes, que era o crítico de cinema, deslocou o eixo de apreciação dos filmes, suas críticas focalizavam o diretor. Estabelecia o seu julgamento baseado na luz, no movimento da câmera, no encadeamento das cenas, no jogo das imagens, no enquadramento físico e metafórico do personagem, por isso, lhe tem sido com frequência ortogado o título de criador da crítica de cinema no Brasil.
Lourival Gomes de Machado, críticava as artes plásticas. A parte mais importante do seu trabalho foi executada depois e fora da revista Clima. Sobre isso, Décio comentou: "(...) exercitou-se e ganhou prestígio, impondo-se como crítico, aperfeiçoando-se nessa árdua empresa que é traduzir em palavras, com ordem lógica e alcance universal, o que de início são sensações corporais, não conceitos."
Antonio Candido, na literatura, criticou poesia, romance, e até estudos sociais. Aceitava a produção nacional como um fato que se coloca entre nós, merecendo ser examinada como tal, sem esconder de todo o anseio por uma literatura mais forte e empenhada, que subisse às alturas, ou descesse ao grotesco, a mediana de propósito, não o entusiasmava. Na Folha da Manhã (atual Folha de S. Paulo) escrevia a Briagada Ligeira, o rodápé semanal. Escreveu sobre Clarice Lispectos: "a autora aceita a provocação das coisas à sua sensibilidade, e procura recriar um mundo partindo de suas próprias emoções, de sua própria capacidade de interpretação. Para ela, como para os outros, a meta é evidentemente, buscar o sentido da vida, penetrar no mistério que cerca o homem. Como os outros, ela nada consegue, a não ser esse timbre que revela às obras de exceção e que é a melhor marca do espírito sobre a resistência das coisas." Demonstrando toda a sua sensibilidade em relação ao que lia, na época da crítica, Clarice era uma estreante.
Até o décimo número, meados de 1942, nada tinham comentado sobre a posição política. Primeiro, por causa da censura duríssima, durante o Estado Novo de Getúlio Vargas. Segundo, por causa da instabilidade gerada pela Segunda Guerra Mundial. Em 1942, com a vitória já desenhada para os aliados, aproveitando a "brisa liberal", e a abertura da censura, apesar dos esforços contrários do governo, externalizaram finalmente a opinião, através de uma declaração formal assinada por todos os integrantes. A escolhaque se anunciava, com a derrota do nazismo, estava entre a democracia e o comunismo. Colocaram-se entre os dois, postulando, a um só tempo, a liberdade política e a igualdade econômica.
Por enquanto, é só isso. Comentei de forma mais profunda os críticos que se destacaram e posteriormente, se transformaram em professores da USP.
O Antonio Candido comentando a Clarice, foi pra vc Laís, querida editora-chefe. Meligagatamepeganoelevadormelevaprocinemamelambuzademanteiga!
A bibliográfia, eu posto depois.
Deus, salve os bons!
quarta-feira, 2 de abril de 2008
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Um comentário:
Fê, espero ver mais você quando esse resumo virar artigo. A pesquisa está muito boa, só precisa ter mais a cara do autor.
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