quarta-feira, 2 de abril de 2008
Revista Clima
PS.: Não vale críticas pessoais, só profissionais!
Respeitável público, tenho a honra de apresentar o meu artigo, que no momento tá feio, mas depois, com um passo de mágica, se transformará numa belezura!!!
"Os críticos integrantes"
Antonio Candido (1918 - ): cuidava da parte de literatura. Redator-chefe da resvista. Autor de Formação da Literatura Brasileira. Professor titular de teoria litarária e literatura da USP, até 1978 (se aposentou), professor associado da Univ. de Paris e visitande da Univ. de Yale.
Lourival Gomes Machado: Artes plásticas. Primeiro doutor de ciências sociais e professor de política da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP. Foi crítico da Folha da Manhã, e repórter especial do Estadão. Primeiro a morres, aos 50 a anos.
Paulo Emílio Salles Gomes (1916-1977): Cinema. Entrou para a vida literária ao organizar a revista Movimento (1935) com o apoio de Oswald de Andrade. 1º conservador-chefa da Cinemateca Brasileira. Fundador do curso de cinema da Universidade de Brasília.
Décio de Almeida Prado: Teatro. Formou o Grupo Universitário de Teatro em São Paulo. Se firmou como crítico de teatro, acompanhou o ínicio da formação do teatro moderno brasileiro.
Roberto Pinto de Souza: Economia. Não encontrei absolutamente nada sobre ele.
Antonio Branco Lefèvre: Música. Fundador da Neurologia infantil no Brasil. Eu sei que é estranho, mas é ele mesmo.
Ruy Coelho: Escrevia alternadamente literatura, artes plásticas, cinema e teatro, no caso ele "cobria" a falta dos outros. Não encontrei nada sobre ele.
Gilda de Mello e Souza (1919-2005): Ficcionista. Professora Emérita da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas de USP, em 1999. Foi casada com Antonio Candido.
"Suposta Introdução"
A Revista Clima nasceu da idéia de um grupo de amigos, que em 1939, cursavam a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP. A faculdade encontrava-se na Rua Barão de Itapetininga, onde também se encontravam após as aulas e eventos sociais, na cafeteria Vienense, onde conversavam sobre acontecimentos recentes. Sobre a Barão de Itapetininga, Décio de Almeida Prado comenta: "Abusando um pouco da imaginação poética, sem o qual não saberíamos viver, eu diria que numa extremidade da nossa rua aspirávamos saber e na outra extremidade respiravámos arte."
A revista era voltada para a crítica (e formada por todos os críticos comentados logo acima). Foram lançados dezesseis números irregulares, entre 1941 e 1944. Eles faziam toda a parte braçal, desde arranjar anúncios até a distribuição em livrarias e bancas de jornais. Tinham um objetivo de criar um clima de interesse e de ventilação no meio intelectual da época. Tirado daí o nome da revista. Acreditavam que a crítica deveria analisar tanto os aspectos intrínsecos quanto os extrínsecos à obra. E por serem, aparentemente, sérios enquanto jovens, receberam de Oswald de Andrade o apelido de "chato-boys", numa mistura de indignação-admiração, desqualificando e confirmando, controlando, na medida do possível, o poder de fogo dos garotos.
"Suposto Desenvolvimento"
Os lançamentos da revista revolucionaram o caldo de debate da cidade. A instituiçãoos ia recrutando como assistentes promissores, a imprensa como novidade. Segundo Paula Barcellos, "o ´princípio básico do grupo Clima era simples: tão importante quanto estudar as obras literárias é estudar o seu contexto (...)". Por isso, se dedicavam, quase integralmente, à crítica, e não a criação. Tendiam a ser monográfos, a divisão do conhecimento em várias áreas, para aprofundar tanto quanto possível.
O papel histórico se constituía em apoiar criticamente a reforma estética empreendida pela Semana de Arte Moderna, reforçando-a nos setores em que já penetrara e abrindo caminho nas artes até então refratárias (que resiste a influências) ao novo espírito. E por essa formulação inédita dos "problemas da tradição" elevaram-se a condição de legítimos herdeiros e interprétes do modernismo.
Décio de Almeida, que escrevia sobre teatro, vivenciou o início da formação do teatro moderno brasileiro. Saudou nas páginas da revista, as temporadas realizadas por Louis Jouvet, segundo ele, considerado por muitos o maior homem do teatro francês surgido entre as duas Grandes Guerras. Trabalhouno jornal O Estado de São Paulo como crítico teatral. Ao estrear uma peça, era comum, os artistas não dormirem a véspera da publicação da sua crítica.
Paulo Emílio Sallaes Gomes, que era o crítico de cinema, deslocou o eixo de apreciação dos filmes, suas críticas focalizavam o diretor. Estabelecia o seu julgamento baseado na luz, no movimento da câmera, no encadeamento das cenas, no jogo das imagens, no enquadramento físico e metafórico do personagem, por isso, lhe tem sido com frequência ortogado o título de criador da crítica de cinema no Brasil.
Lourival Gomes de Machado, críticava as artes plásticas. A parte mais importante do seu trabalho foi executada depois e fora da revista Clima. Sobre isso, Décio comentou: "(...) exercitou-se e ganhou prestígio, impondo-se como crítico, aperfeiçoando-se nessa árdua empresa que é traduzir em palavras, com ordem lógica e alcance universal, o que de início são sensações corporais, não conceitos."
Antonio Candido, na literatura, criticou poesia, romance, e até estudos sociais. Aceitava a produção nacional como um fato que se coloca entre nós, merecendo ser examinada como tal, sem esconder de todo o anseio por uma literatura mais forte e empenhada, que subisse às alturas, ou descesse ao grotesco, a mediana de propósito, não o entusiasmava. Na Folha da Manhã (atual Folha de S. Paulo) escrevia a Briagada Ligeira, o rodápé semanal. Escreveu sobre Clarice Lispectos: "a autora aceita a provocação das coisas à sua sensibilidade, e procura recriar um mundo partindo de suas próprias emoções, de sua própria capacidade de interpretação. Para ela, como para os outros, a meta é evidentemente, buscar o sentido da vida, penetrar no mistério que cerca o homem. Como os outros, ela nada consegue, a não ser esse timbre que revela às obras de exceção e que é a melhor marca do espírito sobre a resistência das coisas." Demonstrando toda a sua sensibilidade em relação ao que lia, na época da crítica, Clarice era uma estreante.
Até o décimo número, meados de 1942, nada tinham comentado sobre a posição política. Primeiro, por causa da censura duríssima, durante o Estado Novo de Getúlio Vargas. Segundo, por causa da instabilidade gerada pela Segunda Guerra Mundial. Em 1942, com a vitória já desenhada para os aliados, aproveitando a "brisa liberal", e a abertura da censura, apesar dos esforços contrários do governo, externalizaram finalmente a opinião, através de uma declaração formal assinada por todos os integrantes. A escolhaque se anunciava, com a derrota do nazismo, estava entre a democracia e o comunismo. Colocaram-se entre os dois, postulando, a um só tempo, a liberdade política e a igualdade econômica.
Por enquanto, é só isso. Comentei de forma mais profunda os críticos que se destacaram e posteriormente, se transformaram em professores da USP.
O Antonio Candido comentando a Clarice, foi pra vc Laís, querida editora-chefe. Meligagatamepeganoelevadormelevaprocinemamelambuzademanteiga!
A bibliográfia, eu posto depois.
Deus, salve os bons!
Siglas utilizadas...
CIAC - Centro Integrado de Atenção à Criança.
PEE - Programa Especial de Educação.
GP - Ginásios Públicos.
Retificando o último post, é melhor fazer um quadro mesmo...
Olá amores...
Bom a referência bibliográfica da minha parte vai ser uma só: http://www.fundar.com.br
E as fotos que eu pretendo colocar eu vou postando em seguida da onde peguei oka???
Esse texto não é o artigo viu, é o quadro que eu falei que faria pra explicar quem foi o Darcy, acho que as siglas eu vou fazer explicação no próprio texto, creio que vai ficar melhor...
Essa foto que eu usei é do site http://www.klickeducacao.com.br/Klick_Portal/Enciclopedia/images/Ri/544/297.jpg
Beijinhus...
Aaaaaahhhh, a biografia do cara é imensa, eu coloquei só a parte importante para se entender o artigo e no final até justifiquei o não comentar mais sobre ele oka???
A história de um Gênio.

Darcy Ribeiro nasceu
Formado em Antropologia (São Paulo, 1946), num primeiro momento se dedicou ao estudo da cultura indígena, onde produziu vasto repertório.
Não é segredo que a grande paixão desse grande homem sempre foi o Brasil e seu povo, que para ele era caracterizado como o mais original, por sermos feitos de misturas, misturas essas que não existem em outro lugar, nem mesmo nos outros povos latino-americanos, e que pra ele fazem toda a diferença, é o que nos torna originais e únicos dentro de um mundo cada vez mais igual.
Dedicou-se também à educação, criou a Universidade de Brasília (da onde foi o primeiro reitor), foi Ministro da Educação (no Gabinete Hermes Lima), Ministro-Chefe da Casa Civil (no governo de joão Goulart) e coordenava a implantação das reformas estruturais quando aconteceu o golpe de 1964, que o fez ser exilado.
Não há como duvidar de que sua maior dor, foi ser separado do que tanto amava, seu país, sua gente, inúmeras vezes voltou ao Brasil, sendo preso e novamente exilado, mas nem de tristezas foi marcada essa época, ele propagou cada vez mais suas idéias ao redor do mundo.
Volta ao Brasil em 1976 e volta a se dedicar à educação e à política, em 1982 se elege Vice-Governador do Rio, foi Secretário da Cultura e Coordenador do Programa Especial de Educação, onde deveria implantar 500 CIEP’S, criou também a Biblioteca Pública Estadual, a Casa França-Brasil, a Casa Laura Alvim, o Centro Infantil de Cultura de Ipanema e o Sambódromo, que também servia de escola primária.
Mas seus feitos não param na educação, nesse momento o mais importante a dizer desse fabuloso cidadão brasileiro é que, em todos os momentos da sua vida a sua preocupação foi ver o crescimento do Brasil, com base na igualdade de acesso ao estudo, para que todos pudessem ter a chance de se tornarem o melhor possível.
domingo, 30 de março de 2008
Teatro de Arena e Oficina – Uma Parte da Cultura Brasileira.
Tendo inicio na década de 50, o Teatro de Arena e o Oficina, foram responsáveis pela maior revolução teatral executada no país, e deixaram suas influencias até hoje.
O Teatro de Arena teve inicio em 1953, e foi reconhecido por nacionalizar os palcos, difundir textos e politizar a discussão da realidade nacional.
Com a peça, Eles Não Usam Black – Tie, de Gianfrancesco Guarnieri, em1958, o Arena passou a ter uma estética de esquerda e a discutir sobre a realidade do país, chamou a atenção de vários segmentos da sociedade, já que personagens como empregadas domésticas e operários em greve, por exemplo, nunca antes haviam sido protagonistas de uma peça teatral.
Porém, com a realidade trazida pelo golpe militar, a companhia teve de repensar seu repertório, sem deixar o ¨novo¨, o ¨desconhecido¨.
A solução veio com a criação de Arena Conta Zumbi,em 1965,trazendo um novo modelo de dramaturgia, chamado sistema coringa. O tema escolhido era grandioso, falava de revolução e de como era possível construir outra realidade, mais justa e igualitária.
O sistema coringa, se baseia em todos os atores fazendo todos os papéis, alternando-os entre si, usando uma indumentária única e sem aprofundamento psicológico nas interpretações. A ligação entre os fatos e a narração dos episódios obscuros ficavam por conta de um Coringa, elo entra a ficção e a platéia.
Esse teatro exortativo da revolução acabou-se por se chocar com a proposta do Teatro Oficina.
Reconhecido na década de 60 por conta do seu ¨espetáculo – manifesto¨, o Teatro Oficina criado em 1958 pelos estudantes da Faculdade São Francisco,tinha a proposta de fazer um teatro ¨novo¨,diferente do aburguesado TBC ( Teatro Brasileiro de Comédia) e do nacionalista Arena.
Assim, com apenas algumas idéias existencialistas,em 1959,o Oficina passou a montar suas peças em regime amador. Se tornando profissional somente em 1961, com a peça A Vida Impressa em Dólar, de Clifford Oddets. Com esta peça o Oficina se torna reconhecido pela critica como a melhor, de encenação realista, produzida no país.
Mais é em 1967, com a encenação carnavalesca e antropofágica de o Rei da Vela, de Oswald de Andrade, e por se tornar o arauto de um movimento batizado como tropicalismo, é que o Oficina ganha enorme repercussão.
Porém, com a instauração do AI-5, a situação política, e cultural do país se agravou, e tanto o Arena quanto o Oficina sofreram conseqüências.
O Arena novamente teve de se reposicionar, porem organizou peças pobres feita as pressas para responder cada vez mais ao convulsionado momento político. Já o Oficina, juntamente com uma crise interna, se esfacelou.
O retorno do Arena,acontece quando o então diretor Augusto Boal,monta em 1971, o Teatro Jornal 1º Edição,na montagem surgiu uma nova frente estética voltada para a mobilização popular.Com leitura de jornais diários,o elenco improvisava noticias e apresentava diversas angulações do problema flagrado,oferecendo-se para ensinar o publico.Esta foi a gênese do teatro do oprimido.
Quanto ao Oficina,a volta aconteceu com remanescentes da companhia que com o nome de Oficina Usyna Uzona,passou a patrocinar a vinda e a trabalhar com o grupo experimental norte-americano Living Theatre.
Mas com a ditadura implacável ainda em vigor, ambos os diretores do Arena,Augusto Boal e do Oficina,José Celso,foram detidos e exilados,levando praticamente ao fim a saga das duas companhias teatrais.
O espaço do Teatro de Arena na Rua Teodoro Baima foi comprado em 1977 pelo Serviço Nacional de Teatro, e atualmente funciona com o nome de Teatro Experimental Eugênio Kusnet, e abriga elencos de pesquisa da linguagem teatral. Já espaço do Oficina,localizado na Rua Jaceguai,foi reformado e transformado em uma ¨rua cultural¨.
Camila Fredini, ”uma ex – futura atriz de teatro frustrada”.
a tenra idade da Bossa Nova

“[...]
Agora eu já sei
Da onda que se ergueu no mar
E das estrelas que esquecemos de contar
O amor se deixa surpreender
Enquanto a noite vem nos envolver
[...]”
Tom Jobim, Wave
A HISTÓRIA
Sempre que alguém fala sobre Bossa Nova, uma imagem que fica bem clara na imaginação da maioria dos brasileiros é uma belíssima praia do Rio de Janeiro, com uma moça bem curvilínea e bronzeada caminhando na areia, embalada por uma música qualquer de Tom e Vinícius ou João Gilberto.
Um outro cenário também se passa no Rio de Janeiro, quando falamos de Bossa Nova; uma abertura bacana, que mostra o Cristo, o Corcovado e o Bondinho do Pão de Açúcar. Depois dessa abertura, começa uma novela do Manoel Carlos, que se passa nos bairros de classe-média alta do Rio, onde uma certa Helena vai viver um problema qualquer e, no final, ser feliz para toda vida.
Ainda assim dizemos que Bossa Nova não é popular; que no senso comum, define massificado. Não fazemos questão nenhuma de esconder que consideramos a Bossa Nova a música da elite brasileira. Assim sempre foi, desde que surgiu, no final da década de 1950.
Quem diria que reuniões casuais de poetas e músicos influentes na sociedade da época, faria com que surgisse o mais despretensioso e mundialmente aclamado estilo musical brasileiro. Influenciada pelo jazz e pelo samba, a Bossa Nova foi uma espécie de movimento musical universitário, uma vez que suas primeiras apresentações foram nas faculdades, que, aos poucos, foi tomando conta do circuito de bares de Copacabana.
Mas, até então, as novas bossas que esses jovens compositores criavam não tinham um nome propriamente dito. Foi no Colégio Israelita-Brasileiro, que num dos samba sessions (os shows desse novo samba), que o nome Bossa Nova surgiu na lousa, escrito sabe-se lá por quem. Foi assim então, que os sambas modernos passaram a ter nome.
O marco histórico de surgimento da Bossa Nova se dá em agosto de 1958, e o movimento fica então associado a uma época de desenvolvimento urbano e social – o governo de Juscelino Kubitschek. O estopim da Bossa Nova é um compacto de João Gilberto, que continha as músicas Chega de saudade e Bim Bom.
As características mais marcantes do ritmo são as letras leves e descomprometidas, e o jeito de cantar, um tanto quanto falado, declamado, que de certa forma eliminava a questão de “saber cantar” ou de “ter uma grande voz”. Para cantar Bossa Nova basta, então, acompanhar a melodia.
O reconhecimento mundial veio em 1962, quando houve um concerto no Carnegie Hall, de Nova Iorque. Além disso, as regravações internacionais de músicas como Garota de Ipanema, Desafinado, Samba de uma nota só e Corcovado por celebridades da música mundial como Sara Vaughan, Stan Getz e, até mesmo Frank Sinatra.
Em meados da década de 1960, alguns músicos como Edu Lobo, Dori Caymmi e Marcos Valle, apoiados pelos Populares de Cultura da UNE, apresentaram uma cisão ideológica ao movimento, com uma visão mais nacionalista, passou então a criticar a influência do jazz na Bossa Nova. A proposta, então, foi a reaproximação com os sambistas dos morros, como Zé Ketti. Pilares do estilo, como Carlos Lyra e Nara Leão, aderiram ao movimento, juntando à bossa o samba de Cartola e Nelson Cavaquinho, e o baião e o xote do nordeste, como João do Valle. Nesse período de releitura, Vinicius de Moraes e Baden Pawell lançaram, em 1966, o LP Afro-sambas.
“Estava à toa na vida
O meu amor me chamou
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor
[...]”
Chico Buarque – A Banda
O LEGADO À MPB
O maior expoente do que passa a ser chamado então de “fim do movimento Bossa Nova”, se dá quando em 1965, Vinicius de Moraes compõe a música Arrastão, que foi interpretada por Elis Regina, no I Festival de Música Popular Brasileira (da extinta TV Excelsior). A Bossa Nova era colocada em xeque por um estilo que passa a ser mais abrangente, e com diferentes tendências, a MPB.
A MPB nasce com muitos artistas da segunda geração da Bossa Nova, como Geraldo Vandré, Edu Lobo e Chico Buarque de Holanda, que eram figurinhas carimbadas dos festivais de música popular. Porém os trabalhos desses artistas já não possuíam grandes resquícios da Bossa Nova. As músicas Disparado (de Geraldo Vandré) e A banda (Chico Buarque), podem ser consideradas como o rompimento da Bossa Nova.
“[...]É, só tinha de ser com você
Havia de ser prá você
Senão era mais uma dor
Senão não seria o amor
Aquele que a gente não vê
O amor que chegou para dar
O que ninguém deu pra você
[...]”
Só tinha de ser com você – Tom Jobim
E O QUE TEM PRA HOJE?
Atualmente, o que se ouve sobre Bossa Nova não é pouco; mas não é claro, de toda forma. Muitos preferem manter a Bossa Nova enterrada nos anos 60; entretanto, numa análise fria, encontramos muita veiculação do estilo na mídia.
Um exemplo claro e que já foi dado, são as novelas assinadas por Manoel Carlos. Apesar da vida inimaginável onde tudo dá certo, onde um Rio de Janeiro não tem favela nenhuma, e o menos favorecido (financeiramente) mora no Leblon (bairro nobre do Rio), mas as trilhas sonoras das novelas são sempre focadas na Bossa Nova e no Jazz.
Também na televisão, o canal de tevê por assinatura Cartoon Network, tem um horário especial de desenhos voltado para o público adulto, o mundialmente famoso [adult swim]. Dentre os desenhos apresentados no horário, tem um chamado “Laboratório Submarino 2021”, cuja vinheta mais veiculada são duas das personagens do desenho (dois tripulantes) dublando “As águas de março”, interpretada por Tom Jobim e Elis Regina.
Na música, artistas da chamada “Nova MPB” como Fernanda Porto e Vanessa da Mata, procuram misturar releituras de canções com “Só tinha de ser com você”, misturando com as batidas eletrônicas, dando ao estilo uma nova cara.
Também na nova música brasileira, temos artistas que mantém um formato mais “clássico” do estilo, como Bebel Gilberto, Maria Rita, Céu, entre tantos outros.
Já no cenário mundial, temos Everthing But The Girl, Buena Vista Social Club, Bitter:Sweet, Matt Bianco, Rubens Gonzáles dentre tantos outros que são influenciados pelo estilo atualmente.
GRANDES NOMES
Alaíde Costa
Antonio Carlos Jobim
Astrud Gilberto
Baden Powell
Carlos Lyra
Claudette Soares
Danilo Caymmi
Elizeth Cardoso
Johnny Alf
João Donato
João Gilberto
Luís Bonfá
Luiz Eça
Marcos Valle
Maysa
Miúcha
Nara Leão
Os Cariocas
Oscar Castro Neves
Roberto Menescal
Ronaldo Bôscoli
Sergio Mendes
Sylvia Telles
Stan Getz
Toquinho
Vinicius de Moraes
Laís Alves Silva, cursa jornalismo e consome diariamente altas doses de música, cafeína e absurdos que o povo fala.
Musica de Protesto: Ontem e Hoje
Como os cantores da época ditatorial eram, em sua grande maioria (senão todos) jovens universitários classe média/classe média alta, onde o que importava era falar sobre a ditadura, incitar as pessoas contra ela ou provocar.
Entretanto, a questão da diferença social, da luta de classe, tampouco os importava, se não chegavam a ignorá-la.
Diferente do que se pode perceber hoje, onde a nova música de protesto se caracteriza por RAPs pesados, que contam a vida na favela, a luta de classes, da classe pobre lutando todo dia contra a diferença e o preconceito. Dessa vez os músicos são os rappers, em sua maioria esmagadora moradores das favelas, homens e melhores de grande destaque em suas comunidades e que tem grande voz ativa com projetos sociais.
E ainda que essa nova música protestante tenha mais propósito do que as MPBs da época ditatorial, o “boom” que causou impacto a todos ainda não ocorreu com o RAP, mas as apostas são positivas quanto a isso.
Chico Buarque, músico dos protestos de ontem
MV Bill, rapper, músico dos protestos de hoje
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Ficou uma bosta, e foda-se.
Eu detesto firula e fiz o mais explicativo-e-simples que eu consegui.
Ah, vocês me conhecem.

