quarta-feira, 9 de abril de 2008

Quadro - Os Atos Institucionais

Os Atos Institucionais

Uma forma de legitimar a ação dos militares eram os Atos Institucionais, que foram decretados durante a ditadura, de 1964 a 1969.
Em 1964 foram decretados o AI-1 e AI-2. O primeiro dava plenos poderes ao governo de fazer o que quisesse com qualquer pessoa que agisse contra o governo, cassar políticos, mudar a constituição, e marcou a primeira eleição indireta do país para a presidência. O segundo acabou com os partidos políticos e instituiu eleições indiretas para presidente, além de poder declarar estado de sítio e fechar o Congresso livremente.
Em 1966 vieram o AI-3 e AI-4, que decretavam as eleições indiretas para governadores e prefeitos e a convocação do Congresso, apenas com ARENA (Aliança Renovadora Nacional, o governo) e MDB (Movimento Democrático Brasileiro, a oposição criada pelo governo, portanto não muito opositores), para a criação da nova Constituição, já que a de 1946 tornava inviável a ditadura.
A sexta-feira 13 de dezembro de 1968 foi de muita má sorte para a vida dos brasileiros, pois foi decretado o AI-5, que embruteceu ainda mais o regime. Houve o veto ao “hábeas corpus” para crimes considerados contra a segurança nacional e proibir toda e qualquer manifestação pública de natureza política, a censura.
Todos os outros Atos institucionais seguintes foram editados em 1969. Só naquele ano foram doze ao todo! O AI-6 determinou que o STF (Superior Tribunal Federal) não julgaria mais os crimes contra a segurança nacional, e sim a justiça militar, além de reduzir os ministros do STF de 16 para 11. A prorrogação das eleições de 69 aconteceu devido ao AI-7, passando para 1970. O AI-8 mandava que estados com mais de 200.000 habitantes poderiam fazer reformas administrativas por decreto. A reforma agrária era o tema do AI-9, que atribuía ao presidente poder para "delegar as atribuições para a desapropriação de imóveis rurais por interesse social, sendo-lhe privativa a declaração de zonas prioritárias". O AI-10 vetava a posse de qualquer instituição de interesse nacional, por pessoas que já tivessem sido cassadas ou tiveram seu direitos políticos suspensos, por causa dos outros AIs.
O segundo semestre de 1969 iniciou-se com o AI-11, que detereminou eleições para 15 de novembro daquele ano. O AI-12 nomeou a junta militar para assumir o governo, devido ao estado de saúde do então presidente Costa e Silva, e o vice, segundo a Constituição da época, não poderia assumir. O exílio e a morte foram legalizados pelo AI-13 e AI-14, respectivamente, sendo que o AI-14 aplicava pena de morte aos casos de "guerra externa, psicológica adversa, revolucionária ou subversiva". As eleições municipais de 15 de novembro de 1970, devidamente controlada pelos militares, foram fixadas pelo AI-15.
O AI-16 e AI-17 foram os últimos da história, editados em 14 de Outubro de 1969. O primeiro deixava livres os cargos da presidência e de seu vice, marcava eleições para essas vagas para o dia 25 corrente (claro que indiretamente, em sessão pública e nominal, algo muito democrático numa ditadura!) e estendeu o mandato dos senadores até 1970. O último Ato Institucional reprimia os militares que fossem contra os militares do governo.
Foram 17 Atos Institucionais e 104 Atos Complementares, decretados com a desculpa de combater a "corrupção e a subversão". Tão bonzinhos...

Fonte: Wikipédia

Minha bibliografia

Sobre o Décio de Almeida:

Disponível em: http://www.teatrobrasileiro.com.br/tecnicos/deciodealmeida.htm
Acesso em: 26 de março de 2008, 11:13am

Antonio Candido:

Disponível em: http://algosobre.com.br/biografias/antonio-candido.htm
Acesso em: 26 de março de 2008, 11:27am

Lourival Gomes Machado:

Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-40141994000300035
Acesso em: 26 de março de 2008, 11:32am

Paulo emílio Salles Gomes:

Disponível em: http://www.cosacnaify.com.br/loja/biografia.asp?IDAutor=374
Acesso em: 26 de março de 2008, 11:35am

Antônio Lafèvre:

Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B4nio_branco_Lef%C3%A8vre
Acesso em: 26 de março de 2008, 11:40am

Gilda de Mello e Souza:

Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Gilda_de_Mello_e_Souza
Acesso em 26 de março de 2008, 11:43am

Artigo:

SORÁ, Gustavo.
Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93131999000200014
Acesso em: 13 de março de 2008, 11:16am

BARCELLOS, Leda. Do rodapé ao entregular: Leda Tenório percorre os caminhos da crítica literária brasileira no último meio século.
Disponível em: http://www.tracaonline.com.br/resenha.php?id=20
Acesso em: 13 de março de 2008, 11:21am

Depoimento de Décio de Lameida Prado, no seminário "Antonio Candido: Pensamento e militância".
Disponível em: http://www.fundacaoperseuabramo.org.br/td/td39/td39_cultura.htm
Acesso em: 13 de março de 2008, 11:28am

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Revista Clima: exemplo de autonomia.

A revista Clima nasceu a partir da amizade de um grupo de amigos, que, cada um com a sua particulariedade, gostavam de arte, cinema, música, teatro, literatura, como antes comentado.

Com o objetivo de serem críticos, antes de tudo, e já influenciados pela geração modernista, surgida anteriormente a eles, propunham um apoio aos ideais modernistas, intensificando-os aonde já eram forte, e os auxiliando aonde ainda não eram aceitos. Por esse motivo, ficaram conhecidos como os herdeiros do modernismo.

Tanto a revista, quanto os integrantes dela, perticiparam de grandes revoluções e, por que não, evoluções das manifestações culturais daquela época. Podemos usar o exemplo de dois integrantes já comentados. O Décio de Almeida, que na revista criticou o nascimento do teatro moderno brasileiro. E, participou dessa evolução como diretor de peças. E o Paulo Emílio Salles Gomes, que na revista, criou a crítica de cinema no Brasil, quando dedicou a crítica ao desempenho do diretor, e não do ator, como era feito na época. E fora da revista, foi um dos fundadores da Cinemateca Brasileira, além de criador do curso de Cinema da Universidade de Brasília. E como exemplo, poderiam ser comentados todos os outros integrantes.

A partir de tudo o que foi retratado em relação a revsita, e o que surgiu por conta dela, percebe-se a importância que ela possui na estória da comunicação brasileira. Não ousaria dizer que se ela não tivesse existido, a crítica não teria evoluído. Acredito que mais cedo ou mais tarde essa evolução teria se realizado. Mas foi a partir dela que passamos a ter uma crítica feita por especialistas em determinadas áreas. E por isso eram recrutados pela imprensa como jornalistas, pelas opiniões e conhecimentos. Diferente do que acontece hoje em dia, em que se ensina o que é ser um jornalista, e que na maioria das vezes, não está relacionado com ter opinião própria. Deveriam usar o exemplo da revista Clima para reformular a mídia brasileira, tornar o jornal um meio de comunicação livre, e permitir que os jornalistas sejam autonômos.

domingo, 6 de abril de 2008

É isso ai

Espero que gostem, Laís qquer coisa me avisa que eu mudo na hora, num sei se ficou bom, na verdade eu escrevi cinco vezes e ainda acho que tá ruim e incompleto...

Beijocas saltitantes e doloridas...



CIEP’s: Magia ou solução???

Tudo começa com Darcy Ribeiro nos anos 80, ele (então Vice-Governador do Rio) em conjunto com Leonel Brizola (Governador do Rio na época) coloca em prática o PEE, um programa que visava revolucionar e aumentar a qualidade do ensino público no Estado do Rio de Janeiro.

Darcy sempre frisou que a educação era dever do Estado e direito do povo, para ele a educação pública devia ter níveis altíssimos, dando boas oportunidades aqueles que não haviam nascido em “berço esplêndido”.

Os CIEP’s eram escolas de período integral, com uma concepção administrativa e pedagógica única e própria, que como já mencionado anteriormente, visava o aumento na qualidade de ensino.

Nessas escolas, além do período integral, os alunos tinham direito a quatro refeições diárias, professores assiduamente treinados, aulas com animadores culturais, médicos, dentistas e enfermeiros à disposição, para garantir total aproveitamento nas aulas.

Outra característica importante era o Projeto Aluno Residente, crianças de 06 à 14 anos que enfrentavam a falta de moradia ou instabilidade familiar, dividiam alojamentos nos próprios prédios das escolas.

Mas além da preocupação com as crianças e com os jovens, os CIEP’s ainda contavam com aulas de alfabetização no período noturno para maiores de 14 anos e ensino à distância.

Os prédios dos CIEP’s eram verdadeiros complexos educacionais, além das salas de aula, do refeitório, ginásios, ambulatórios, salas de vídeo, etc, ainda contavam com um centro de formação de professores, onde periodicamente esses eram submetidos a treinamentos e atualizações.

Como nem tudo é simples, fácil e belo, a contratação de professores se tornou cada vez mais difícil, os concursos mostravam o despreparo dos acadêmicos. Como solução para esse problema, foi firmado um convênio com a UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), onde eram contratados professores bolsistas que diariamente ofereciam 4 horas de prática pedagógica e recebiam 4 horas de atualização.

Vale lembrar ainda que o PEE contava também com os GP’s que ofereciam aulas integrais e de período normal, ficando à escolha do aluno a carga horária a ser escolhida, com aulas da série em que o aluno estava junto com oficinas e também possibilitava a conclusão da 5º série ao 3º colegial em 5 anos.

O custo de um aluno do CIEP, contando alimentação, uniforme, materiais didáticos e escolares, assistência médica, e tudo mais que era oferecido, era apenas 4% maior do que um aluno de escola convencional, ou seja, uma diferença quantitativamente pequena para tantos benefícios.

Esses dados são referentes a época em que o PEE começou a ser a ser executado, lendo alguns artigos e pesquisas na internet, vemos que boa parte, na verdade quase a metade dessas maravilhosas escolas foram sendo aos poucos municipalizadas, e que tanto as que ainda são regidas pelo Estado e as Municipais, não conservam muito de sua essência original.

Na verdade o modelo do CIEP podia ser tido como padrão, mas assim como o comunismo, esse tipo de revolução onde se tira uma parte do mais favorecido e se entrega ao menos favorecido ainda é utópica, porque a sede de ganhar dos nossos queridos políticos ainda é maior do que a vontade de se construir um Brasil melhor, mais justo e igualitário.

Ao invés de serem preservados e mantidos na sua formatação original, simplesmente foram jogados ao acaso, e algo que poderia ser encarado como uma das raízes para os problemas sociais brasileiros foi deixado para trás.

Quem o imaginou pode não ser um mártir, tampouco um querido a todos os brasileiros, mas com certeza desejava o melhor desse país, algo que em vida não chegou a ver e que talvez nunca venha a acontecer.

Marina Yozhiyoka, publicitária saltitante, monopata, com vontade de gritar de dor.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

A estética de Galuber Rocha



Olá crianças sexualizadas e Danilo,


Caso não haja objeções, meu artigo está pronto. Como sabem, tenho um problema com letras maiúsculas e minúsculas. Coloquei em letras maiúsculas o que eu com mynha liberdade de autora atribuí sentido de prosopopéia, o restante deixei, como Glaubinho deixava, em forma de prosopopéia. Não sei se o que escrevi tem estilística de artigo, uma síntese do que eu achei mais importante na Heuztória de Glaubinho e fechei com minha opinião baseada no contemporâneo. Penso em colocar uma viagem lúdica com a estilística glauberiana com o título: Dez motivos para amar Glauber Rocha. Ou colocar sua Filmografia e Bibliografia existentes até hoje. Mas acho que já está muito grande. O que acham?




Beijão,




Saboreiem meu testículo:




Interpretação do Brasil + Produção de signos de luta = Eztétika dialétika polýtyka metafórika heuztórika de Glauber Rocha


Glauber Rocha nasceu na Bahia. Foi jornalista, cineasta, uma personalidade muito marcante em sua época. Escrevia em forma de manifesto, deixou a marca de sua militância nos espaços midiáticos. Era reconhecido por apresentar sempre sua visão crítica, transformava tudo em dialética.
Entre 1957 e 1958, Glauber Rocha reunia-se com seus amigos Miguel Borges, Carlos Diegues, David E. Neves, Mário Carneiro, Paulo Saraceni, Leon Hirszman, Marcos Farias e Joaquim Pedro de Andrade em bares de Copacabana e do Catete para desenvolver a dialética sobre o cinema nacional. Influenciados, cada um a sua maneira pelos quadros da nouvelle vague e do neo-realismo, se questionavam sobre um modelo estético que restaurasse o cinema nacional, envolvido na época pelo quadro das chanchadas pornoxykz, que Glauber apelidara de bossa-nova, porque este quadro discutia a subjetividade da burguesia, convidava a um passeio em uma praia maravilhosa, onde o único objetivo era uma bela mulher nua. Este não era um padrão aceito por este grupo. Queriam descobrir o Cinema de verdade. O Cinema-cinema. O Cinema novo.
Durante a idealização do Cinema novo, o único consenso estético partia do cinema de Roberto Rosselinni, figura expressiva no neo-realismo italiano, que trabalhava com atores amadores em seus filmes para retratar a verdadeira Itália que sofrera com o regime fascista de Benito Mussolini. Mas o Brasil não era como a Itália. Sua gênese tropical de terceiro mundo fazia com que a economia e a política deixassem as pesquisas dos cientistas sociais e políticos sempre a um passo para trás. O Brasil não poderia ser comparado a Europa nem mesmo pela estética. A América Latina enfrentava um processo de mudança constante de colonizador cultural. Dentre os países da América Latina, o Brasil vivia um quadro econômico e político singular. A cultura era ameaçada por processos econômicos e políticos. Glauber reconhecia que os movimentos da nouvelle vague e do neo-realismo haviam sido exterminados por falta de organização no plano econômico e político. A solução? Takar fogo na Kultura!
Era necessário expressar as especificidades do Brasil, lutar contra a hegemonia do imperialismo norte-americano, substituir as noções de arte do Realismo do século XIX por noções contemporâneas, e assim se libertar das influências estéticas organizadas pelo mundo ocidental capitalista.
Karl Marx expôs em seu “Manifesto do Partido Comunista” que os primeiros dizimados pelo sistema capitalista seriam os artesãos. Walter Benjamim diante do perigo eminente da produção em série, qualificou o cinema como produto do capitalismo, seus fins de exposição destruíam a aura, transformando o cinema em obra sem arte, sem valor de culto. Glauber Rocha lidava com as problemáticas dos cineastas, pois deveriam ser artesãos. Acreditava que o cinema era o reflexo da aura do diretor. Mesmo com as representações pré-programadas questionadas por Walter Benjamim, Glauber Rocha via no cinema a possibilidade de expor a aura de um artesão: o cinema de autor. O cinema não seria questão de fotografismo, pois a câmera seria o olho do autor sobre o mundo. O cinema não era feito para esbanjar recursos adquiridos graças ao enriquecimento proveniente do sistema capitalista. Pelo contrário, deveria servir como arma em momentos de crise econômica, extraindo a força de um povo miserável para a luta contra as adversidades políticas.
O cinema não poderia ser palco de discussões filosóficas, metafísicas ou antropológicas para estourar bilheterias e ofuscar os olhos da burguesia. Seria maravilhoso discutir filosofia, metafísica e antropologia, mas nenhuma dessas discussões pouparia o povo brasileiro da necessidade de comer. A eztétika da fome se oporia ao realismo, que Glauber classificara como razão burguesa. Ele queria compor o múltiplo homem brasileiro que tinha a fome como estímulo, um homem que vive cada crise em seus respectivos estados. A crise é a maior composição teórica do intelecto do povo brasileiro.
Glauber Rocha viu na Bienal de São Paulo de 1961 um equivalente do cinema novo à Semana da Arte Moderna de 1922, pois teve apoio dos críticos, aceitação aos documentários e impulsionou esta forma original de resgatar a essência do Brasil.
No Brasil durante a ditadura militar não havia censura prévia, portanto, todos os filmes podiam ser rodados. Porém, Glauber Rocha, assim como todos os artistas da época teve que sujeitar suas obras às revisões dos militares e muitas vezes escondê-las para possibilitar seu lançamento. Não obstante, o diretor não teve muitos problemas para deixar suas obras de maneira apropriada aos olhos dos militares, que não eram famosos por sua inteligência. A metáfora fora vista como melhor forma de expressão por Glauber Rocha, que não teve dificuldade em utilizá-la.
A revolução era a principal estética que Glauber Rocha tentou desenvolver. O resultado da construção dialética acerca da revolução cultural foi a construção de simultaneidade entre a épica e a didática. A didática tem a função de educar, informar, alfabetizar e conscientizar as massas ignorantes e as classes médias alienadas. E a épica deve provocar estímulo revolucionário. Desenvolver o sentimento de colaboração humana que possa realizar o objetivo infinito da revolução: revelar uma massa criadora, sem mitificação de nacionalismos culturais.
Contudo, o principal problema dos cinemanovistas era a distribuição, grande alvo do neocolonialismo. Glauber tinha muito empenho na produção de seus filmes, aliou-se a um grupo de produtores e constituíram a Difilm em 1967. Desta forma, faziam produções independentes e a Difilm distribuía. As distribuidoras convencionais retinham um percentual do adquirido com a exibição dos filmes, a Difilm investia o percentual arrecadado na produção de novos filmes. A Difilm garantia total liberdade ao realizador, pois fornecia independência do diretor em relação ao produtor e do produtor em relação à distribuidora. A Difilm foi dirigida por Luiz Carlos Barreto, incumbido da administração geral, e foi instalada em todo o Brasil. A Difilm tinha como projeto a instalação de novos cinemas e cineclubes que possibilitassem a popularização do cinema novo. A Difilm trabalhou em 16 mm em projeções em universidades, sindicatos e outras associações.
Em 1969 havia uma lei no Brasil que obrigava todos os cinemas a dedicarem 56 dias do ano a exibição de longas-metragens brasileiros. Neste mesmo ano a Difilm garantiu a produção de 87 filmes. O problema era transferido da produção à exibição. A importação de filmes estrangeiros era alicerce da neocolonização. Os exibidores compravam a preços baixos os filmes estrangeiros (principalmente americanos). O mercado de filmes brasileiros tinha potencial de ser o maior de toda a América do Sul, mas a televisão só exibia filmes importados. Era mais caro importar um negativo para rodar um filme no Brasil, do que importar um filme enlatado. Glauber Rocha via a importação como luta política. Sonhava com uma Internacional Cinematográfica, constituída pela união de produtores independentes e diretores-artesãos de todo o mundo.
“Desculpe-me querido Glaubinho, morro de vergonha, mas tenho que lhe dizer: você estava enganado. Em 2008 ninguém sabe o que foi cinema novo. Suas sugestões de interferência no intercâmbio econômico foram jogadas no lixo. O Brasil ainda sofre de maneira direta com o neocolonialismo americano nas produções e exibições dos filmes. A televisão ainda é o altar dos EUA. Os filmes americanos lotam os cinemas. Não existe mais oposição à hegemonia do imperialismo norte-americano, hoje, ele é deliciosamente saboreada pelos jovens estudantes. Os filmes nacionais são degustados em salas semi-vazias por pseudo-intelectuais burgueses à uma média de preço que gira em torno de R$20,00. Os cineclubes têm sua falência decretada pela cultura-vício imperialista. Mas não se preocupe meu amigo, também lhe trago notícias “boas”: A era da reprodutibilidade técnica pariu uma grande empresa de distribuição de filmes que tem muitas filiais em todo o Brasil e é isenta de impostos, ela garante o sustento de muitas famílias de desempregados, empobrece os cartéis cinematográficos e vende alguns filmes nacionais à preço que as pessoas pobres podem pagar. Esta empresa é chamada Pirataria, acredita? Dois de seus filmes estão salvos em DVD´s de baixa vendagem, pois custam mais de 10% de um salário mínimo. Nosso amigo Ismail Xavier conseguiu viabilizar a publicação de seus textos que irão servir na reconstrução da dialética do cinema, ou virarão alfarrábios...”

Mychelle Vera – reencarnação de Glauber Rocha.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Revista Clima

Povo, antes de tudo, quero comentar que esse é o estado bruto do artigo. Vou escrever tudo o que considero relevante, mas o artigo ainda não está terminado, por isso mesmo não tem nem título. Não sei muito bem que rumo vou dar para ele, portanto, espero a ajuda de vcs!
PS.: Não vale críticas pessoais, só profissionais!

Respeitável público, tenho a honra de apresentar o meu artigo, que no momento tá feio, mas depois, com um passo de mágica, se transformará numa belezura!!!

"Os críticos integrantes"

Antonio Candido (1918 - ): cuidava da parte de literatura. Redator-chefe da resvista. Autor de Formação da Literatura Brasileira. Professor titular de teoria litarária e literatura da USP, até 1978 (se aposentou), professor associado da Univ. de Paris e visitande da Univ. de Yale.

Lourival Gomes Machado: Artes plásticas. Primeiro doutor de ciências sociais e professor de política da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP. Foi crítico da Folha da Manhã, e repórter especial do Estadão. Primeiro a morres, aos 50 a anos.

Paulo Emílio Salles Gomes (1916-1977): Cinema. Entrou para a vida literária ao organizar a revista Movimento (1935) com o apoio de Oswald de Andrade. 1º conservador-chefa da Cinemateca Brasileira. Fundador do curso de cinema da Universidade de Brasília.

Décio de Almeida Prado: Teatro. Formou o Grupo Universitário de Teatro em São Paulo. Se firmou como crítico de teatro, acompanhou o ínicio da formação do teatro moderno brasileiro.

Roberto Pinto de Souza: Economia. Não encontrei absolutamente nada sobre ele.

Antonio Branco Lefèvre: Música. Fundador da Neurologia infantil no Brasil. Eu sei que é estranho, mas é ele mesmo.

Ruy Coelho: Escrevia alternadamente literatura, artes plásticas, cinema e teatro, no caso ele "cobria" a falta dos outros. Não encontrei nada sobre ele.

Gilda de Mello e Souza (1919-2005): Ficcionista. Professora Emérita da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas de USP, em 1999. Foi casada com Antonio Candido.

"Suposta Introdução"

A Revista Clima nasceu da idéia de um grupo de amigos, que em 1939, cursavam a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP. A faculdade encontrava-se na Rua Barão de Itapetininga, onde também se encontravam após as aulas e eventos sociais, na cafeteria Vienense, onde conversavam sobre acontecimentos recentes. Sobre a Barão de Itapetininga, Décio de Almeida Prado comenta: "Abusando um pouco da imaginação poética, sem o qual não saberíamos viver, eu diria que numa extremidade da nossa rua aspirávamos saber e na outra extremidade respiravámos arte."

A revista era voltada para a crítica (e formada por todos os críticos comentados logo acima). Foram lançados dezesseis números irregulares, entre 1941 e 1944. Eles faziam toda a parte braçal, desde arranjar anúncios até a distribuição em livrarias e bancas de jornais. Tinham um objetivo de criar um clima de interesse e de ventilação no meio intelectual da época. Tirado daí o nome da revista. Acreditavam que a crítica deveria analisar tanto os aspectos intrínsecos quanto os extrínsecos à obra. E por serem, aparentemente, sérios enquanto jovens, receberam de Oswald de Andrade o apelido de "chato-boys", numa mistura de indignação-admiração, desqualificando e confirmando, controlando, na medida do possível, o poder de fogo dos garotos.

"Suposto Desenvolvimento"


Os lançamentos da revista revolucionaram o caldo de debate da cidade. A instituiçãoos ia recrutando como assistentes promissores, a imprensa como novidade. Segundo Paula Barcellos, "o ´princípio básico do grupo Clima era simples: tão importante quanto estudar as obras literárias é estudar o seu contexto (...)". Por isso, se dedicavam, quase integralmente, à crítica, e não a criação. Tendiam a ser monográfos, a divisão do conhecimento em várias áreas, para aprofundar tanto quanto possível.

O papel histórico se constituía em apoiar criticamente a reforma estética empreendida pela Semana de Arte Moderna, reforçando-a nos setores em que já penetrara e abrindo caminho nas artes até então refratárias (que resiste a influências) ao novo espírito. E por essa formulação inédita dos "problemas da tradição" elevaram-se a condição de legítimos herdeiros e interprétes do modernismo.

Décio de Almeida, que escrevia sobre teatro, vivenciou o início da formação do teatro moderno brasileiro. Saudou nas páginas da revista, as temporadas realizadas por Louis Jouvet, segundo ele, considerado por muitos o maior homem do teatro francês surgido entre as duas Grandes Guerras. Trabalhouno jornal O Estado de São Paulo como crítico teatral. Ao estrear uma peça, era comum, os artistas não dormirem a véspera da publicação da sua crítica.

Paulo Emílio Sallaes Gomes, que era o crítico de cinema, deslocou o eixo de apreciação dos filmes, suas críticas focalizavam o diretor. Estabelecia o seu julgamento baseado na luz, no movimento da câmera, no encadeamento das cenas, no jogo das imagens, no enquadramento físico e metafórico do personagem, por isso, lhe tem sido com frequência ortogado o título de criador da crítica de cinema no Brasil.

Lourival Gomes de Machado, críticava as artes plásticas. A parte mais importante do seu trabalho foi executada depois e fora da revista Clima. Sobre isso, Décio comentou: "(...) exercitou-se e ganhou prestígio, impondo-se como crítico, aperfeiçoando-se nessa árdua empresa que é traduzir em palavras, com ordem lógica e alcance universal, o que de início são sensações corporais, não conceitos."

Antonio Candido, na literatura, criticou poesia, romance, e até estudos sociais. Aceitava a produção nacional como um fato que se coloca entre nós, merecendo ser examinada como tal, sem esconder de todo o anseio por uma literatura mais forte e empenhada, que subisse às alturas, ou descesse ao grotesco, a mediana de propósito, não o entusiasmava. Na Folha da Manhã (atual Folha de S. Paulo) escrevia a Briagada Ligeira, o rodápé semanal. Escreveu sobre Clarice Lispectos: "a autora aceita a provocação das coisas à sua sensibilidade, e procura recriar um mundo partindo de suas próprias emoções, de sua própria capacidade de interpretação. Para ela, como para os outros, a meta é evidentemente, buscar o sentido da vida, penetrar no mistério que cerca o homem. Como os outros, ela nada consegue, a não ser esse timbre que revela às obras de exceção e que é a melhor marca do espírito sobre a resistência das coisas." Demonstrando toda a sua sensibilidade em relação ao que lia, na época da crítica, Clarice era uma estreante.

Até o décimo número, meados de 1942, nada tinham comentado sobre a posição política. Primeiro, por causa da censura duríssima, durante o Estado Novo de Getúlio Vargas. Segundo, por causa da instabilidade gerada pela Segunda Guerra Mundial. Em 1942, com a vitória já desenhada para os aliados, aproveitando a "brisa liberal", e a abertura da censura, apesar dos esforços contrários do governo, externalizaram finalmente a opinião, através de uma declaração formal assinada por todos os integrantes. A escolhaque se anunciava, com a derrota do nazismo, estava entre a democracia e o comunismo. Colocaram-se entre os dois, postulando, a um só tempo, a liberdade política e a igualdade econômica.


Por enquanto, é só isso. Comentei de forma mais profunda os críticos que se destacaram e posteriormente, se transformaram em professores da USP.
O Antonio Candido comentando a Clarice, foi pra vc Laís, querida editora-chefe. Meligagatamepeganoelevadormelevaprocinemamelambuzademanteiga!
A bibliográfia, eu posto depois.

Deus, salve os bons!

Siglas utilizadas...

CIEP - Centro Integrado de Educação Pública.
CIAC - Centro Integrado de Atenção à Criança.
PEE - Programa Especial de Educação.
GP - Ginásios Públicos.

Retificando o último post, é melhor fazer um quadro mesmo...

Olá amores...

Então eu espero que até hoje a noite eu consiga digitar tudo, to com uma dor do c******...
Bom a referência bibliográfica da minha parte vai ser uma só: http://www.fundar.com.br
E as fotos que eu pretendo colocar eu vou postando em seguida da onde peguei oka???
Esse texto não é o artigo viu, é o quadro que eu falei que faria pra explicar quem foi o Darcy, acho que as siglas eu vou fazer explicação no próprio texto, creio que vai ficar melhor...
Essa foto que eu usei é do site http://www.klickeducacao.com.br/Klick_Portal/Enciclopedia/images/Ri/544/297.jpg
Beijinhus...
Aaaaaahhhh, a biografia do cara é imensa, eu coloquei só a parte importante para se entender o artigo e no final até justifiquei o não comentar mais sobre ele oka???

A história de um Gênio.


Darcy Ribeiro nasceu em Montes Claros / MG em 26 de outubro de 1922.
Formado em Antropologia (São Paulo, 1946), num primeiro momento se dedicou ao estudo da cultura indígena, onde produziu vasto repertório.
Não é segredo que a grande paixão desse grande homem sempre foi o Brasil e seu povo, que para ele era caracterizado como o mais original, por sermos feitos de misturas, misturas essas que não existem em outro lugar, nem mesmo nos outros povos latino-americanos, e que pra ele fazem toda a diferença, é o que nos torna originais e únicos dentro de um mundo cada vez mais igual.
Dedicou-se também à educação, criou a Universidade de Brasília (da onde foi o primeiro reitor), foi Ministro da Educação (no Gabinete Hermes Lima), Ministro-Chefe da Casa Civil (no governo de joão Goulart) e coordenava a implantação das reformas estruturais quando aconteceu o golpe de 1964, que o fez ser exilado.
Não há como duvidar de que sua maior dor, foi ser separado do que tanto amava, seu país, sua gente, inúmeras vezes voltou ao Brasil, sendo preso e novamente exilado, mas nem de tristezas foi marcada essa época, ele propagou cada vez mais suas idéias ao redor do mundo.
Volta ao Brasil em 1976 e volta a se dedicar à educação e à política, em 1982 se elege Vice-Governador do Rio, foi Secretário da Cultura e Coordenador do Programa Especial de Educação, onde deveria implantar 500 CIEP’S, criou também a Biblioteca Pública Estadual, a Casa França-Brasil, a Casa Laura Alvim, o Centro Infantil de Cultura de Ipanema e o Sambódromo, que também servia de escola primária.
Mas seus feitos não param na educação, nesse momento o mais importante a dizer desse fabuloso cidadão brasileiro é que, em todos os momentos da sua vida a sua preocupação foi ver o crescimento do Brasil, com base na igualdade de acesso ao estudo, para que todos pudessem ter a chance de se tornarem o melhor possível.

domingo, 30 de março de 2008

Teatro de Arena e Oficina – Uma Parte da Cultura Brasileira.

Importantes centros de vanguarda o Teatro de Arena e Oficina, ganharam o país pela irreverência, e resistência aos anos de autoritarismo do país.

Tendo inicio na década de 50, o Teatro de Arena e o Oficina, foram responsáveis pela maior revolução teatral executada no país, e deixaram suas influencias até hoje.
O Teatro de Arena teve inicio em 1953, e foi reconhecido por nacionalizar os palcos, difundir textos e politizar a discussão da realidade nacional.
Com a peça, Eles Não Usam Black – Tie, de Gianfrancesco Guarnieri, em1958, o Arena passou a ter uma estética de esquerda e a discutir sobre a realidade do país, chamou a atenção de vários segmentos da sociedade, já que personagens como empregadas domésticas e operários em greve, por exemplo, nunca antes haviam sido protagonistas de uma peça teatral.
Porém, com a realidade trazida pelo golpe militar, a companhia teve de repensar seu repertório, sem deixar o ¨novo¨, o ¨desconhecido¨.
A solução veio com a criação de Arena Conta Zumbi,em 1965,trazendo um novo modelo de dramaturgia, chamado sistema coringa. O tema escolhido era grandioso, falava de revolução e de como era possível construir outra realidade, mais justa e igualitária.
O sistema coringa, se baseia em todos os atores fazendo todos os papéis, alternando-os entre si, usando uma indumentária única e sem aprofundamento psicológico nas interpretações. A ligação entre os fatos e a narração dos episódios obscuros ficavam por conta de um Coringa, elo entra a ficção e a platéia.
Esse teatro exortativo da revolução acabou-se por se chocar com a proposta do Teatro Oficina.
Reconhecido na década de 60 por conta do seu ¨espetáculo – manifesto¨, o Teatro Oficina criado em 1958 pelos estudantes da Faculdade São Francisco,tinha a proposta de fazer um teatro ¨novo¨,diferente do aburguesado TBC ( Teatro Brasileiro de Comédia) e do nacionalista Arena.
Assim, com apenas algumas idéias existencialistas,em 1959,o Oficina passou a montar suas peças em regime amador. Se tornando profissional somente em 1961, com a peça A Vida Impressa em Dólar, de Clifford Oddets. Com esta peça o Oficina se torna reconhecido pela critica como a melhor, de encenação realista, produzida no país.
Mais é em 1967, com a encenação carnavalesca e antropofágica de o Rei da Vela, de Oswald de Andrade, e por se tornar o arauto de um movimento batizado como tropicalismo, é que o Oficina ganha enorme repercussão.
Porém, com a instauração do AI-5, a situação política, e cultural do país se agravou, e tanto o Arena quanto o Oficina sofreram conseqüências.
O Arena novamente teve de se reposicionar, porem organizou peças pobres feita as pressas para responder cada vez mais ao convulsionado momento político. Já o Oficina, juntamente com uma crise interna, se esfacelou.
O retorno do Arena,acontece quando o então diretor Augusto Boal,monta em 1971, o Teatro Jornal 1º Edição,na montagem surgiu uma nova frente estética voltada para a mobilização popular.Com leitura de jornais diários,o elenco improvisava noticias e apresentava diversas angulações do problema flagrado,oferecendo-se para ensinar o publico.Esta foi a gênese do teatro do oprimido.
Quanto ao Oficina,a volta aconteceu com remanescentes da companhia que com o nome de Oficina Usyna Uzona,passou a patrocinar a vinda e a trabalhar com o grupo experimental norte-americano Living Theatre.
Mas com a ditadura implacável ainda em vigor, ambos os diretores do Arena,Augusto Boal e do Oficina,José Celso,foram detidos e exilados,levando praticamente ao fim a saga das duas companhias teatrais.
O espaço do Teatro de Arena na Rua Teodoro Baima foi comprado em 1977 pelo Serviço Nacional de Teatro, e atualmente funciona com o nome de Teatro Experimental Eugênio Kusnet, e abriga elencos de pesquisa da linguagem teatral. Já espaço do Oficina,localizado na Rua Jaceguai,foi reformado e transformado em uma ¨rua cultural¨.

Camila Fredini, ”uma ex – futura atriz de teatro frustrada”.

a tenra idade da Bossa Nova


“[...]
Agora eu já sei
Da onda que se ergueu no mar
E das estrelas que esquecemos de contar
O amor se deixa surpreender
Enquanto a noite vem nos envolver
[...]”
Tom Jobim, Wave




A HISTÓRIA

Sempre que alguém fala sobre Bossa Nova, uma imagem que fica bem clara na imaginação da maioria dos brasileiros é uma belíssima praia do Rio de Janeiro, com uma moça bem curvilínea e bronzeada caminhando na areia, embalada por uma música qualquer de Tom e Vinícius ou João Gilberto.
Um outro cenário também se passa no Rio de Janeiro, quando falamos de Bossa Nova; uma abertura bacana, que mostra o Cristo, o Corcovado e o Bondinho do Pão de Açúcar. Depois dessa abertura, começa uma novela do Manoel Carlos, que se passa nos bairros de classe-média alta do Rio, onde uma certa Helena vai viver um problema qualquer e, no final, ser feliz para toda vida.
Ainda assim dizemos que Bossa Nova não é popular; que no senso comum, define massificado. Não fazemos questão nenhuma de esconder que consideramos a Bossa Nova a música da elite brasileira. Assim sempre foi, desde que surgiu, no final da década de 1950.
Quem diria que reuniões casuais de poetas e músicos influentes na sociedade da época, faria com que surgisse o mais despretensioso e mundialmente aclamado estilo musical brasileiro. Influenciada pelo jazz e pelo samba, a Bossa Nova foi uma espécie de movimento musical universitário, uma vez que suas primeiras apresentações foram nas faculdades, que, aos poucos, foi tomando conta do circuito de bares de Copacabana.
Mas, até então, as novas bossas que esses jovens compositores criavam não tinham um nome propriamente dito. Foi no Colégio Israelita-Brasileiro, que num dos samba sessions (os shows desse novo samba), que o nome Bossa Nova surgiu na lousa, escrito sabe-se lá por quem. Foi assim então, que os sambas modernos passaram a ter nome.
O marco histórico de surgimento da Bossa Nova se dá em agosto de 1958, e o movimento fica então associado a uma época de desenvolvimento urbano e social – o governo de Juscelino Kubitschek. O estopim da Bossa Nova é um compacto de João Gilberto, que continha as músicas Chega de saudade e Bim Bom.
As características mais marcantes do ritmo são as letras leves e descomprometidas, e o jeito de cantar, um tanto quanto falado, declamado, que de certa forma eliminava a questão de “saber cantar” ou de “ter uma grande voz”. Para cantar Bossa Nova basta, então, acompanhar a melodia.
O reconhecimento mundial veio em 1962, quando houve um concerto no Carnegie Hall, de Nova Iorque. Além disso, as regravações internacionais de músicas como Garota de Ipanema, Desafinado, Samba de uma nota só e Corcovado por celebridades da música mundial como Sara Vaughan, Stan Getz e, até mesmo Frank Sinatra.
Em meados da década de 1960, alguns músicos como Edu Lobo, Dori Caymmi e Marcos Valle, apoiados pelos Populares de Cultura da UNE, apresentaram uma cisão ideológica ao movimento, com uma visão mais nacionalista, passou então a criticar a influência do jazz na Bossa Nova. A proposta, então, foi a reaproximação com os sambistas dos morros, como Zé Ketti. Pilares do estilo, como Carlos Lyra e Nara Leão, aderiram ao movimento, juntando à bossa o samba de Cartola e Nelson Cavaquinho, e o baião e o xote do nordeste, como João do Valle. Nesse período de releitura, Vinicius de Moraes e Baden Pawell lançaram, em 1966, o LP Afro-sambas.




“Estava à toa na vida
O meu amor me chamou
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor
[...]”
Chico Buarque – A Banda




O LEGADO À MPB

O maior expoente do que passa a ser chamado então de “fim do movimento Bossa Nova”, se dá quando em 1965, Vinicius de Moraes compõe a música Arrastão, que foi interpretada por Elis Regina, no I Festival de Música Popular Brasileira (da extinta TV Excelsior). A Bossa Nova era colocada em xeque por um estilo que passa a ser mais abrangente, e com diferentes tendências, a MPB.
A MPB nasce com muitos artistas da segunda geração da Bossa Nova, como Geraldo Vandré, Edu Lobo e Chico Buarque de Holanda, que eram figurinhas carimbadas dos festivais de música popular. Porém os trabalhos desses artistas já não possuíam grandes resquícios da Bossa Nova. As músicas Disparado (de Geraldo Vandré) e A banda (Chico Buarque), podem ser consideradas como o rompimento da Bossa Nova.


“[...]
É, só tinha de ser com você
Havia de ser prá você
Senão era mais uma dor
Senão não seria o amor
Aquele que a gente não vê
O amor que chegou para dar
O que ninguém deu pra você
[...]”
Só tinha de ser com você – Tom Jobim






E O QUE TEM PRA HOJE?


Atualmente, o que se ouve sobre Bossa Nova não é pouco; mas não é claro, de toda forma. Muitos preferem manter a Bossa Nova enterrada nos anos 60; entretanto, numa análise fria, encontramos muita veiculação do estilo na mídia.
Um exemplo claro e que já foi dado, são as novelas assinadas por Manoel Carlos. Apesar da vida inimaginável onde tudo dá certo, onde um Rio de Janeiro não tem favela nenhuma, e o menos favorecido (financeiramente) mora no Leblon (bairro nobre do Rio), mas as trilhas sonoras das novelas são sempre focadas na Bossa Nova e no Jazz.
Também na televisão, o canal de tevê por assinatura Cartoon Network, tem um horário especial de desenhos voltado para o público adulto, o mundialmente famoso [adult swim]. Dentre os desenhos apresentados no horário, tem um chamado “Laboratório Submarino 2021”, cuja vinheta mais veiculada são duas das personagens do desenho (dois tripulantes) dublando “As águas de março”, interpretada por Tom Jobim e Elis Regina.
Na música, artistas da chamada “Nova MPB” como Fernanda Porto e Vanessa da Mata, procuram misturar releituras de canções com “Só tinha de ser com você”, misturando com as batidas eletrônicas, dando ao estilo uma nova cara.
Também na nova música brasileira, temos artistas que mantém um formato mais “clássico” do estilo, como Bebel Gilberto, Maria Rita, Céu, entre tantos outros.
Já no cenário mundial, temos Everthing But The Girl, Buena Vista Social Club, Bitter:Sweet, Matt Bianco, Rubens Gonzáles dentre tantos outros que são influenciados pelo estilo atualmente.





GRANDES NOMES
Alaíde Costa
Antonio Carlos Jobim
Astrud Gilberto
Baden Powell
Carlos Lyra
Claudette Soares
Danilo Caymmi
Elizeth Cardoso
Johnny Alf
João Donato
João Gilberto
Luís Bonfá
Luiz Eça
Marcos Valle
Maysa
Miúcha
Nara Leão
Os Cariocas
Oscar Castro Neves
Roberto Menescal
Ronaldo Bôscoli
Sergio Mendes
Sylvia Telles
Stan Getz
Toquinho
Vinicius de Moraes



Laís Alves Silva, cursa jornalismo e consome diariamente altas doses de música, cafeína e absurdos que o povo fala.

Musica de Protesto: Ontem e Hoje

Quando falamos de música de protesto sempre nos vem a cabeça as musicas contra a ditadura dos anos 60, as que Chico Buarque e Geraldo Vandré escreviam, ou que o Tropicalismo cantou durante muito tempo. Mas o que era cantado, além da repressão sofrida, da censura esmagadora ou da falta de liberdade? Nada.

Como os cantores da época ditatorial eram, em sua grande maioria (senão todos) jovens universitários classe média/classe média alta, onde o que importava era falar sobre a ditadura, incitar as pessoas contra ela ou provocar.

Entretanto, a questão da diferença social, da luta de classe, tampouco os importava, se não chegavam a ignorá-la.

Diferente do que se pode perceber hoje, onde a nova música de protesto se caracteriza por RAPs pesados, que contam a vida na favela, a luta de classes, da classe pobre lutando todo dia contra a diferença e o preconceito. Dessa vez os músicos são os rappers, em sua maioria esmagadora moradores das favelas, homens e melhores de grande destaque em suas comunidades e que tem grande voz ativa com projetos sociais.

E ainda que essa nova música protestante tenha mais propósito do que as MPBs da época ditatorial, o “boom” que causou impacto a todos ainda não ocorreu com o RAP, mas as apostas são positivas quanto a isso.


Chico Buarque, músico dos protestos de ontem

MV Bill, rapper, músico dos protestos de hoje

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Ficou uma bosta, e foda-se.
Eu detesto firula e fiz o mais explicativo-e-simples que eu consegui.

Ah, vocês me conhecem.

sexta-feira, 28 de março de 2008

Prova de minha identificação pré-reencarnatória

Gostaria de deixar exposto que os comentários que fiz sobre o Spartacus do Kubrick, eu já havia feito em um artigo de um jornal europeu em minha reencarnação anterior.

O legado de Glauber Rocha é meu!!!

Preparem-se para a estética Mychellinista com alicerces pornográficos!!!!

Beijãos,
Mym na era da informatização (caguei para a Web 2.0!!!)

Referência Bibliográfica

Olá crianças sexualizadas e Danino (pseudo-virgem),
Minhas referências bibliográficas serão os filmes que minha pobreza me possibilitou a adquirir neste país que só lançou em DVD 2 títulos de Glaubinho (meu espírito na reencarnação anterior): "Terra em Transe" e "Deus e o Diabo na Terra do Sol", graças à nosso querido ursinho ex-professor de Cultura e Realidade Brasileira tenho a pérola "A Idade da Terra". Minha maior referência é o amor que tive pela minha reencarnação passada e o livro "Revolução do Cinema Novo "de Glaubinho e comentários do Ismail Xavier, dei um tapinha no livro de Glaubinho que ele faz um panorama do cinema nacional até o cinema novo e no "Século do Cinema" do Glaubinho também. Portanto, meu artigo será totalmente Glaubinista.Terei que falar mal da Bossa Nova. Faço explicações sobre as condições históricas do cinema mundial? Em breve posto um esboço, então aproveitem o momento para palpitar senão vou mandar um "caguei para vocês!".

Pipopipoquinhas,
My (ex Glauber Rocha)

Quase lá...

Amores e Amoras hoje eu num tive condições físicas, psiquicas e morais pra ir pra faculdade, me desculpem, mas eu finalmente tive o tempo que precisava para fazer minha pesquisa YAY!!! Hoje a noite eu posto a referência bibliográfica e acho que até domingo a noite eu consigo postar meu texto...
Beijocas...

quinta-feira, 27 de março de 2008

Prazos

Como a maioria esmagadora não terminou ainda seus textos, inclusive eu, vamos estender a postagem dos textos até a próxima quarta-feira (2/4). Creio que seja tempo suficiente pra gente poder escrever e postar pra revisão. E, como eu disse, vou conversar com o Flório sobre a entrega e tal.

quarta-feira, 26 de março de 2008

Referencias do Teatro de Arena e Oficina

Mas para não ficarem tristes..ai vai minha referencias....

Arena

BOAL, Augusto. Teatro do oprimido e outras poéticas políticas. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1977.
DIONYSOS. Rio de Janeiro: Serviço Nacional de Teatro, n. 24, out. 1978. Número especial sobre o Teatro de Arena.
MAGALDI, Sábato. Um palco brasileiro: o Arena em São Paulo. São Paulo: Brasiliense, 1984. 100 p.
MICHALSKI, Yan. O palco amordaçado: 15 anos de censura teatral no Brasil. Rio Janeiro: Avenir, 1981.
MOSTAÇO, Edelcio. Teatro e política: Arena, Oficina e Opinião. São Paulo: Proposta, 1982. 196 p.

Oficina

BRANDÃO, Tânia. Oficina: o trabalho da crise. In: MONOGRAFIAS 1979. Rio de Janeiro: Inacen, 1979. p. 11-62.
CORRÊA, José Celso Martinez; STAAL, Ana Helena Camargo de (Org.). Zé Celso Martinez Corrêa: primeiro ato: cadernos, depoimentos, entrevistas 1958-1974. São Paulo: Editora 34, 1998.
DYONISOS. Rio de Janeiro, n. 26, 1982. Número especial sobre Teatro Oficina. Organização Fernando Peixoto.
LIMA, Mariângela Alves de. Eu sou índio. In: O NACIONAL e o popular na cultura brasileira: seminários - teatro. São Paulo: Brasiliense, 1983. p. 163-171.
MOSTAÇO, Edelcio. Teatro e política: Arena, Oficina e Opinião. São Paulo: Proposta Editorial, 1982.
NANDI, Ítala. Oficina: onde a arte não dormia. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1989.
SILVA, Armando Sérgio. Oficina: do teatro ao te-ato. São Paulo: Perspectiva: 1982.
Pessoal tah foda!!!

Acho que só vou conseguir postar meu texto segunda!!!! =[


Perdoem - me!

Beijoooooos
Mais uma referencia bibliográfica de Bossa Nova (porque eu sou preguiçosa mesmo).
http://historiasbossanova.blogspot.com/

A Ditadura Militar – A maior paulada no povo brasileiro da história nacional

“Este é tempo de divisas, tempo de gente cortada... É tempo de meio silêncio, de boca gelada e murmúrio, palavra indireta, aviso na esquina.”
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE
Esse verso do grande poeta sem dúvida caracteriza os 21 anos sombrios da ditadura militar brasileira, iniciada em 1964. Para alguns, e durante muito tempo foi tratada dessa forma, esse período é denominado “revolução”. Normalmente, uma revolução é feita por grandes massas. Porém, neste caso, a revolução foi feita pela minoria, a elite brasileira, aqueles que detém as riquezas do país desde 1500.
Vamos tentar entender a situação, lembrando um pouco como estava o Brasil e o mundo, naquela época. Nos anos 60, o país ainda vinha embalado por dois grandes agentes motivadores, que até hoje funcionam em terras tupiniquins: o futebol e a economia. A seleção brasileira, em 1958 conquistou o campeonato mundial, na Suécia. O governo de Juscelino Kubistcheck alavancou a economia nacional, trazendo industrias e gerando empregos, sem falar da construção da nova capital federal, Brasília. O sentimento ufanista tomava conta do povo. Mas uma crise se instaurou no governo, após a renúncia do presidente eleito Jânio Quadros, em 1961, que se agravou ainda mais quando seu vice, João Goulart, assumiu a presidência. Jango, como era conhecido, queria uma maior participação popular nas decisões do governo, e o início da reforma agrária. As elites, formadas por banqueiros, empresários, a Igreja Católica e os militares, não se sentiram a vontade com tais mudanças, que afetariam muito seu modo de vida, e também envolvidos pelo medo comunista instaurado pela Guerra Fria, resolveram se mobilizar contra o governo. A maior manifestação foi a “Marcha da Família com Deus pela Liberdade”, de 19 de março de 1964.
Temendo guerra civil, Jango fugiu para o Uruguai e os militares tomaram o poder em 31 de março de 1964, com o decreto do primeiro Ato Institucional. Está instaurada a ditadura militar no Brasil. Foram cinco os militares que assumiram a presidência: Castello Branco (1964-1967), Costa e Silva (1967-1969), Médici (1969-1974), Geisel (1974-1979) e Figueiredo (1979-1985), sendo que entre o governo de Costa e Silva e Médici, uma Junta Militar assumiu a presidência.
A ditadura, assim como as demais ditaduras latino-americanas, foi financiada pelos Estados Unidos para impedir um avanço das União Soviética e se socialismo que dominava o leste europeu. Tinham conseguido Cuba, mas seria somente isso. Americano não é bobo! A ditadura militar é mais uma prova da submissão brasileira em relação ao poderio econômico norte americano. “E para o Tio Sam? TUDO!!!!” E pro povo brasileiro? Engana-se que pensa em nada. Deu-lhe foi borracha, pau-de-arara, tortura, desaparecimentos até hoje mal explicados, assassinatos, DOPS, entre outras coisinhas. Foram anos de chumbo grosso para um povo que queria apenas uma distribuição de renda e terras justa e igualitária, mal sabia o que era socialismo. A temporada era de “Caça às bruxas”. Guardem suas vassouras subversivas. Escondam-nas atrás das das portas pois a censura chegou, e era estúpida e burra! Portanto não tinha muito critério, pra não dizer nenhum. A ordem era banir tudo o que fosse subversivo, sob a ótica dos analfabetos militares.
Nas artes e na imprensa a repressão era total. Censores proibiam toda e qualquer manifestação que fosse considerada subversiva. Vários jornais foram fechados. Senão fechados, tinham em seus exemplares, no lugar das matérias impróprias segundo a censura, receitas culinárias e poemas de Camões. Os atores da peça “Roda Viva” foram agredidos, e o teatro o espetáculo estava em cartaz foi destruído. No rádio e na televisão, a censura foi igualmente violenta. A novela “Roque Santeiro”, da TV Globo, que apoiava totalmente o regime militar, foi censurada no dia da estréia, depois de vinte capítulos prontos, escritos, e previamente aprovados pelos censores. A trama é de autoria de Dias Gomes, um autor de teatro que encontrou na TV um caminho para sobreviver e tentar manifestar seu pensamento e sua arte, trajetória seguida por outros colegas seus que se tornaram grandes novelistas.
Dentro da trajetória dos militares no poder, a TV Globo tem um capítulo a parte. Inaugurada em 1965, pelo jornalista Roberto Marinho, a emissora nasce com parte do capital ligado ao grupo americano Time-Life, algo ilegal para a época. Foi aberta uma CPI, mas como tudo no Brasil, acabou em pizza. Marinho ficou como único dono da TV Globo. A grande cartada da emissora foi aliar-se aos militares no projeto de integração nacional. Que melhor meio de colocar o povo inteiro, ou quase, pensando da mesma forma, senão por uma rede de televisão? Surge então a Rede Globo de Televisão. Outro fator que também favoreceu a Globo foi o fechamento da Rede Excelsior, que iniciara antes da emissora de Marinho a transmitir em rede. A Excelsior foi fechada após um incêndio suspeito em suas instalações, se afundar em dívidas, e, acima de tudo, se manifestar claramente contra o regime. Muito da estrutura de programação, e a própria grade de programação (dias e horários determinados para as atrações serem exibidas) que a Globo utiliza veio da Excelsior. O Mundo estava em guerra, mas o Brasil era a terra da paz, do samba, do futebol, do carnaval, das novelas, tudo transmitido na telinha da Globo. As emissoras de televisão tinham a função de alienar. É por isso que as novelas e programas de entretenimento (Silvio Santos, na Globo, chegou a ter oito horas ao vivo) eram mais longos, e os telejornais, devidamente censurados, tinham quinze ou trinta minutos no máximo!
O período mais violento do regime foi a partir de 1968 até 1974, o final do governo Médici. A repressão ficou muito mais agressiva, muito mais estúpida. Pensar acabava em prisão ou morte. É dessa época o famoso “Milagre Econômico”, lançado pelo então ministro Delfim Neto. Realizando obras faraônicas, como a Transamazônica e a ponte Rio-Niterói, e emprestando dinheiro no exterior, o Brasil viveu um período de relativo crescimento. Delfim disse a célebre frase: “É preciso fazer primeiro o bolo crescer para depois reparti-lo”. O bolo não cresceu o suficiente para dividir com o povo e, somando isso a crise do petróleo, o país contraiu altas dívidas e aumentou as taxas de juros. Desse bolo só o que cresceu mesmo foi a dor no bolso e na barriga do povo.
Coube então a Geisel iniciar um processo lento e gradual de volta à democracia, que foi concluído no governo de Figueiredo (aquele que preveria seus cavalos ao cheiro do povo), com a anistia e a escolha do primeiro presidente civil, Tancredo Neves, tomando-se todo o cuidado para não ter novamente a ameaça de perda do poder das elites. Um marco importante desse início, que gerou a primeira manifestação da década de 70 contra a ditadura, foi a prisão e assassinato do jornalista Wladimir Herzog, diretor de jornalismo da TV Cultura de São Paulo, em 1975. Mas não tinham grandes temores. Mesmo com a manifestação popular em pró das eleições diretas, conhecidas como “Diretas Já”, não houve um temor por parte da elite, sendo que o regime já estava desgastado e, economicamente, fez grandes estragos como uma grande recessão e alta inflação. A paulada na população tinha sido forte o suficiente, atingindo especialmente o intelecto brasileiro. Não só pelo exílio de pensadores, artistas, políticos e importantes figuras formadoras de opinião, mas também pelo estrago que foi feito na educação das gerações que nasceram nesta época, e por conseqüência seus herdeiros.
Levando-se em conta a proclamação da República, e a ditadura de Getúlio Vargas, somos, portanto, uma democracia em formação, muito jovem, e que convive ainda muito de perto com os resquícios do regime militar, com suas conseqüências e com seus problemas a resolver, especialmente na educação. Também tá na hora do povo despertar o sentimento de luta coletiva, e brigar mais pelos seus direitos, como nos anos 60. A pancada da ditadura foi tão forte que a impressão que tive, refletindo sobre o início da década de 90, é que o povo tinha medo de ir para as ruas, e ainda sinto um pouco isso. A constituição promulgada em 1988, três anos após o fim do regime, ainda pensava no Brasil da ditadura, não numa nação democrática. A intenção de Ulisses Guimarães foi ótima, mas está causando uma série de problemas nos dias de hoje. É preciso rever uma série de pontos, e também é preciso fazer despertar a garra de lutar pelos seus direitos como nação, todos juntos, pelo bem comum. Somente unido, o povo terá a seu favor um país justo e igualitário.

Danilo Nunes de Freitas, jornalismo
O Proprietário da Marmita Socialista.

Fonte: http://www.suapesquisa.com/ditadura/
Gente, o meu trabalho já saiu, eu tou postando amanhã de noite, tá?



Tá muito critico e chato, mas nem ligo, ahahah /o/





beijo amo vocês.



Talita