domingo, 6 de abril de 2008

É isso ai

Espero que gostem, Laís qquer coisa me avisa que eu mudo na hora, num sei se ficou bom, na verdade eu escrevi cinco vezes e ainda acho que tá ruim e incompleto...

Beijocas saltitantes e doloridas...



CIEP’s: Magia ou solução???

Tudo começa com Darcy Ribeiro nos anos 80, ele (então Vice-Governador do Rio) em conjunto com Leonel Brizola (Governador do Rio na época) coloca em prática o PEE, um programa que visava revolucionar e aumentar a qualidade do ensino público no Estado do Rio de Janeiro.

Darcy sempre frisou que a educação era dever do Estado e direito do povo, para ele a educação pública devia ter níveis altíssimos, dando boas oportunidades aqueles que não haviam nascido em “berço esplêndido”.

Os CIEP’s eram escolas de período integral, com uma concepção administrativa e pedagógica única e própria, que como já mencionado anteriormente, visava o aumento na qualidade de ensino.

Nessas escolas, além do período integral, os alunos tinham direito a quatro refeições diárias, professores assiduamente treinados, aulas com animadores culturais, médicos, dentistas e enfermeiros à disposição, para garantir total aproveitamento nas aulas.

Outra característica importante era o Projeto Aluno Residente, crianças de 06 à 14 anos que enfrentavam a falta de moradia ou instabilidade familiar, dividiam alojamentos nos próprios prédios das escolas.

Mas além da preocupação com as crianças e com os jovens, os CIEP’s ainda contavam com aulas de alfabetização no período noturno para maiores de 14 anos e ensino à distância.

Os prédios dos CIEP’s eram verdadeiros complexos educacionais, além das salas de aula, do refeitório, ginásios, ambulatórios, salas de vídeo, etc, ainda contavam com um centro de formação de professores, onde periodicamente esses eram submetidos a treinamentos e atualizações.

Como nem tudo é simples, fácil e belo, a contratação de professores se tornou cada vez mais difícil, os concursos mostravam o despreparo dos acadêmicos. Como solução para esse problema, foi firmado um convênio com a UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), onde eram contratados professores bolsistas que diariamente ofereciam 4 horas de prática pedagógica e recebiam 4 horas de atualização.

Vale lembrar ainda que o PEE contava também com os GP’s que ofereciam aulas integrais e de período normal, ficando à escolha do aluno a carga horária a ser escolhida, com aulas da série em que o aluno estava junto com oficinas e também possibilitava a conclusão da 5º série ao 3º colegial em 5 anos.

O custo de um aluno do CIEP, contando alimentação, uniforme, materiais didáticos e escolares, assistência médica, e tudo mais que era oferecido, era apenas 4% maior do que um aluno de escola convencional, ou seja, uma diferença quantitativamente pequena para tantos benefícios.

Esses dados são referentes a época em que o PEE começou a ser a ser executado, lendo alguns artigos e pesquisas na internet, vemos que boa parte, na verdade quase a metade dessas maravilhosas escolas foram sendo aos poucos municipalizadas, e que tanto as que ainda são regidas pelo Estado e as Municipais, não conservam muito de sua essência original.

Na verdade o modelo do CIEP podia ser tido como padrão, mas assim como o comunismo, esse tipo de revolução onde se tira uma parte do mais favorecido e se entrega ao menos favorecido ainda é utópica, porque a sede de ganhar dos nossos queridos políticos ainda é maior do que a vontade de se construir um Brasil melhor, mais justo e igualitário.

Ao invés de serem preservados e mantidos na sua formatação original, simplesmente foram jogados ao acaso, e algo que poderia ser encarado como uma das raízes para os problemas sociais brasileiros foi deixado para trás.

Quem o imaginou pode não ser um mártir, tampouco um querido a todos os brasileiros, mas com certeza desejava o melhor desse país, algo que em vida não chegou a ver e que talvez nunca venha a acontecer.

Marina Yozhiyoka, publicitária saltitante, monopata, com vontade de gritar de dor.

Um comentário:

Laís disse...

Tem um pouquinho que eu vou querer mudar, Marina. Um tantinho aqui, outro acolá, mas amanhã sentamos e eu falo.